quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Linguística

 
 
Esse senhor aqui (Ferdinand de Saussure) foi quem, com seus estudos, propiciou que a Línguística fosse vista como ciência, com objetos e métodos próprios.
Seus estudos estão abordados no Curso de Linguística Geral, livro publicado depois de sua morte.
 
 
O estudo da linguagem humana desperta em mim sensações de prazer, pois fico encantado ao ver o quão complexas e inacabadas são as questões que envolvem a língua. A Linguística, sendo uma ciência moderna, não vem dizer o que está certo ou errado no que diz respeito as formas de se falar ou escrever, mas sim explicar e analisar todas essas formas. Muito além do que se vê na escola, os estudos dessa ciência vêm permitir que o aprendiz se posicione diante de situações polêmicas da gramática. Tem-se, portanto, caminhos a seguir, pensamentos a serem (re)formulados. Assim, nós, pesquisadores da língua, temos feito como Baruch Spinoza¹:  Nos esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las¹.
 
 1- Baruch Spinoza (24 de novembro de 1632 - 21 de fevereiro de 1677)

Sujeito: o ser que nem sempre pratica a ação.

Andei refletindo, ao me deparar com uma questão de gramática, sobre o conceito de sujeito que aprendemos na escola. Na sala de aula, logo na séries iniciais, ouvimos que sujeito é o ser que pratica a ação. Se o professor ainda for bonzinho, acrescenta que essa ação é expressa pelo verbo. Tratei, um dia desses, de problematizar e ver o que falha nesse antigo conceito.
A frase era a seguinte: Naquela reunião, falou-se somente a verdade.
Frase que se encontra na voz passiva sintética, pois o "verdade" (classificado como sujeito pelo autor da gramática) estaria sofrendo a ação praticada por... por quem mesmo?  Ora, o verbo falar se encontra na 3°  pessoa do singular + o se ( que aqui funciona como partícula apassivadora, já que a voz pode ser passada para a passiva analítica (A verdade foi falada).
Entretando, mesmo sendo possível a mudança de voz, ainda não se nota  a definição de sujeito como ser que pratica a ação. A verdade sofre a ação praticada pelo verbo falar (falado), mas quem falou a verdade? Ou melhor, quem fala, fala alguma coisa (verbo falar - transitivo direto). Na frase em questão, alguém falou a verdade... mas não dá pra saber quem falou.
Com isso, eu vi que nem sempre sujeito é aquele que pratica ( e nem recebe) a ação, pois a verdade, embora falada, sofrida a ação expressa pelo verbo, tem que ter sido falada por alguém. Ou ela mesma foi que falou? Que confuso em!

Minha mais nova pesquisa em andamento

Marca da minha pesquisa: